O olhar, por Leonor Brito

Os olhos azuis encontram uns castanhos. O clarão abriga, em redoma, a labareda.

Um olhar vê pertença, o outro é espelho.

O abismo azul encorpa uma voz vulcânica; o trilho castanho, suavidade.

Ele beija-a com o olhar, ela abraça-o com a voz.

Olhares fidelizados, vozes ancoradas.

O olhar ama. As vozes mudas sorriem.

Chegaram.

 

Leonor Brito
www.bastidoresdaescrita.com

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